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| Festival das Juventudes aprova plataforma política para eleições |
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| Qua, 09 de Junho de 2010 15:13 | |||
O Festival das Juventudes de Fortaleza terminou no último domingo, dia 06/06. Cerca de 5.000 jovens participaram dos mais variados movimentos. O resultado dos quatro dias de discussão foi a elaboração de uma plataforma política para as eleições de 2010. A Plataforma das Juventudes está aberta para novas assinaturas e adesões. Saiba mais do que aconteceu em Fortaleza através das notícias do blog do evento. Plataforma das Juventudes para as Eleições de 2010: A Plataforma que apresentamos aqui é resultado da construção coletiva do conjunto dos movimentos, redes e organizações juvenis que subscrevem esse documento. São organizações que possuem suas bandeiras e propostas para alterar a realidade vivida pela maioria da juventude brasileira. A unificação dessas bandeiras diversas em uma Plataforma é expressão do nosso desejo mais profundo de avançar rumo as transformações que a juventude e o povo brasileiro precisam. Levando-se em consideração que as demandas da juventude são indissociáveis, devemos garantir:
Fortalecer a Política Institucional de Juventude 1. Aprovação do PEC da Juventude; 2. Aprovação do Estatuto da Juventude; 3. Aprovação do Plano Nacional de Juventude; 4. Organização de conferências de juventude de 2 em 2 anos (anos não eleitorais), de forma piramidal (município, estado, união), que tenha como objetivo aprovar planos de juventude ou atualizá-los e legitimar conselhos de juventude nas três esferas; 5. Constituir um sistema nacional de políticas de juventude que enraize a política nacional de juventude para estados e municípios, financiado por um fundo público que garanta recursos para seu funcionamento. 6. Ratificação da Convenção Iberoamericana de Direitos da Juventude Ampliar o papel redistributivo do Estado 7. garantir a manutenção da política de valorização do salário mínimo no longo prazo e aprovação da legislação; 8. elaborar, com participação popular, uma política progressiva de desmercantilização dos serviços essenciais para a população; 9. Fortalecimento e Ampliação da Política de Prevenção ao HIV/Aids e da Política de Redução de Danos; 10. Ampliação da participação juvenil no fortalecimento do SUS; 11. Consolidar em lei o SUAS – Sistema Único de Assistência Social; os programas de transferência de renda e outros avanços na área social, transformando-os em direitos de cidadania e em políticas de Estado; 12. Ampliar a oferta de equipamentos públicos voltados para o compartilhamento do trabalho doméstico e de cuidados com a família; Implementar uma política urbana que promova o direito à cidade 13. Redefinir fontes de recursos possibilitando implementar a gratuidade no sistema de transporte público para jovens estudantes e desempregados em geral, de forma a não penalizar os usuários do transporte público; 14. incorporar os princípios e conceitos de cidades sustentáveis nas 12 (doze) sedes da Copa do Mundo de 2014 e na sede da Olimípiada de 2016, enfatizando construções sustentáveis e o transporte coletivo de massa; 15. Reformar espaços poliesportivos públicos, descentralizados, levando em conta a preferência dos jovens pela prática de esportes radicais ou de aventura; 16. Ampliar e qualificar os programas e projetos de esporte e lazer em todas as esferas públicas, enquanto política de Estado, tais como os programas esporte e lazer da cidade, bolsa atleta e Segundo Tempo com núcleos nas escolas, universidades e comunidades; 17. Desenvolver uma política de habitação de interesse social que proporcione financiamento de moradias para jovens; 18. Formulação dos planos de saneamento ambiental, nas três esferas de governo, de forma participativa; 19. Garantir 1% do orçamento nacional para o esporte e lazer e 2% para investimentos na cultura; 20. Ampliar o Projeto Cultura Viva - Pontos de Cultura, do MinC; 21. Implantar Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), articulando as polícias dos três níveis de governo, aplicando conceito de segurança cidadã; 22. Garantir a participação dos movimentos de juventude nos conselhos de segurança pública, já que os e as jovens são as principais vitimas dos diversos tipos de violência; 23. Estabelecer política de prevenção de violência contra a população jovem, especialmente aquela em situação de rua, incluindo ações de capacitação de policiais em Direitos Humanos ; 24. Acrescentar o tema juventude como pauta no próximo Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas; Garantir a dimensão da sustentabilidade ambiental nas políticas de desenvolvimento 25. Criar uma política de Juventude e Meio Ambiente, institucionalizada em PPA, bem como a Agenda 21 da juventude, que fortaleça os movimentos juvenis no enfrentamento à grave crise ambiental global e às mudanças climáticas; 26. Viabilizar matriz energética sustentável, alterando hábitos e padrão de consumo, descentralizando a produção e distribuição, com destaque para os modelos de energia renováveis: a. Privilegiar e fomentar o uso de energia solar e eólica; b. Criar políticas para redução do consumo do petróleo; c. Incentivar a co-geração e descentralização do gás natural; 27. Garantir a transição para uma sociedade mais sustentável e uma economia de baixo carbono e que a possibilidade de uma “economia verde” mantenha postos de trabalho e meios de vida decente para todos; Valorizar a educação como direito inalienável de todos e todas, em todos os níveis 28. Garantir as condições necessárias para a efetiva implantação do Plano Nacional de Educação que compreende o período entre os anos de 2011 a 2020, conforme aprovado na 1ª Conferência Nacional de Educação, com especial atenção a: a. A implantação de todas as diretrizes que prevêem a melhoria da qualidade do ensino, gestão democrática e avaliação; b. O pleno funcionamento do Fórum Nacional da Educação para garantir a mais ampla participação nos processos de elaboração das políticas educacionais; c. A viabilização do Sistema Nacional Articulado de Educação; d. A destinação de 50% do Fundo Social do Pré-sal, para financiamento da educação, ampliando os investimentos já previstos em 1% do PIB ao ano, chegando-se em 7% até 2011 e em 10% até 2014; e. A ampliação do acesso, permanência e sucesso escolar em todos os níveis e modalidades de ensino: educação infantil, ensino fundamental, ensino médio regular, ensino médio técnico profissionalizante, ensino tecnológico e ensino superior, além da modalidade de educação de jovens e adultos. 29. Garantir a efetiva implantação das Políticas de valorização dos profissionais em educação: implementação imediata do piso salarial profissional nacional, política de carreira e jornada; e entrada via concurso público; 30. Criar e implementar políticas e mecanismos de regulação pública do sistema privado de ensino como condição para se reverter a relação público/privado no modelo atual da educação brasileira; 31. Disseminar a utilização dos sistemas braile, tadoma, escrita de sinais e libras tátil para inclusão das pessoas com deficiência em todo o sistema de ensino; 32. Destinação de 14% dos recursos para as universidades federais e estaduais. exclusivamente para as políticas de assistência estudantil e extensão da assistência aos estudantes do Prouni; 33. Avançar na formulação e implantação de políticas ou programas que visam integrar as ações de ensino, entre as diferentes esferas governamentais, com trabalho, esporte, cultura, lazer, entre outras; 34. Criar e implementar políticas que possibilitem a ampliação do número de creches e escolas municipais de educação infantil no regime de período integral, cumprindo a meta estabelecida no II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres;Garantia de bolsa-auxílio para os e as alunos/as da rede de ensino superior pública; 35. Garantia do Sistema de Cotas para os alunos da rede pública, indígenas e afrodescendentes; 36. Implementação do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo Valorizar o trabalho e promover o tempo livre 37. Implementar uma política nacional de promoção do trabalho decente para a juventude, formulada com participação dos movimentos sociais juvenis; 38. Redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais sem redução salarial; 39. Garantir a organização de jornadas de trabalho que permitam o acesso e a permanência de jovens trabalhadores/as e estudantes na educação básica, profissional e superior, ou que garantam seu retorno às atividades escolares; 40. Proibir o uso de horas extras aos/às trabalhadores/as jovens; 41. Exercer ações de fiscalização e cumprimento da contratação de aprendizes por todos os estabelecimentos obrigados a cumprir a cota conforme a Lei; 42. Intensificar ações de fiscalização da contratação de estágios, conforme os marcos legais; 43. Aplicar a Convenção 138 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) sobre idade mínima para ingresso no mercado de trabalho e a Convenção 182 sobre priores formas de trabalho, garantindo mecanismos e políticas para erradicação do trabalho infantil; 44. Aplicar a Convenção 140 da OIT, garantindo a concessão de licença remunerada aos trabalhadores/as para fins de estudos e qualificação profissional por tempo determinado; 45. Crédito para a juventude e construção de um marco legal que viabilize o cooperativismo e a economia solidária; Melhorar as condições de vida da juventude no campo 46. Garantir o acesso a terra ao jovem e à jovem da aérea rural, na faixa etária de 16 a 32 anos, independente do estado civil, por meio de reforma agrária, priorizando este segmento nas metas do programa de reforma agrária do Governo Federal, atendendo a sua diversidade de identidades sociais e, em especial aos remanescentes de trabalho escravo; 47. Assentamento imediato das famílias acampadas; 48. Ampliação dos Programas de Crédito destinados à aquisição de terras para a juventude rural, acompanhados de programas que garantam a apropriação de novas tecnologias e de novo crédito especial; 49. Revisão dos índices de produtividade e o estabelecimento do limite da propriedade para 35 módulos fiscais; 50. Apoiar a criação de agroindústrias cooperativadas e consolidação de uma nova matriz tecnológica que priorize a agro ecologia, em detrimento do uso de agrotóxicos; 51. Resgatar e fortalecer o ensino em escolas técnicas agrícolas, nos níveis fundamentais e médio, através da melhoria das escolas existentes e da criação de novas escolas; 52. Garantir a participação obrigatória de representantes dos movimentos sociais do campo nos Conselhos de acompanhamento dos recursos do FUNDEB; 53. Criar uma política de financiamento especial para a educação do campo que considere as especificidades da população rural; 54. Elaborar, distribuir e avaliar os materiais didáticos específicos para a educação do campo; 55. Garantir merenda escolar de qualidade, articulada com organizações locais de agricultura familiar e da pesca artesanal, no fornecimento de produtos; 56. Incorporar a educação do campo nos Planos Municipais de Educação, assegurando a participação dos movimentos sociais no planejamento e acompanhamento da sua execução; 57. Reconhecer e financiar as escolas dos acampamentos (escolas itinerantes), dos assentamentos e dos Centros Familiares de Formação por Alternância (CEFFAs) e fortalecimento e ampliação do PRONERA; 58. Garantir transporte escolar público, gratuito e seguro; 59. Aprovação do Estatuto Indígena; 60. Proteger os povos indígenas isolados e de recente contato para garantir sua reprodução cultural e etnoambiental e assegurar a integridade das terras indígenas; 61. Garantir o acesso à educação formal pelos povos indígenas, bilíngue e com adequação curricular formulada com a participação de representantes das etnias, indigenistas e especialistas em educação; 62. Assegurar o acesso e permanência da população indígena no ensino superior, por meio de ações afirmativas e respeito à diversidade étnica e cultural. Promover a igualdade 63. Transformar em políticas públicas as propostas apresentadas pelo Encontro Nacional da Juventude Negra (ENJUNE); 64. Aprovar o Estatuto da Igualdade Racial em sua forma original; 65. Fortalecer a integração e execução das políticas públicas para todas as comunidades remanescentes de quilombos localizadas no território brasileiro; 66. Elaborar e implementar programas de combate ao racismo institucional e estrutural, implementando normas administrativas e legislação nacional e internacional; 67. Implementar uma política de combate ao genocídio da população negra, com ênfase em barrar o extermínio da juventude negra; 68. Transversalizar a política de respeito à orientação sexual e identidade de gênero nas políticas de juventude; 69. Aprovar o Projeto de Lei que criminaliza a homofobia: PLC 122/2005; 70. Aprovar a união civil entre pessoas do mesmo sexo; 71. Desenvolver ações afirmativas que permitam incluir plenamente as mulheres jovens no processo de desenvolvimento do País, por meio da promoção da sua autonomia econômica e de iniciativas produtivas que garantam sua independência. 72. Implementar políticas públicas de promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos das jovens mulheres, garantindo mecanismos que evitem mortes maternas, aplicando a lei de planejamento familiar, garantindo o acesso a métodos contraceptivos; 73. Descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público evitando assim a gravidez não desejada e a morte de centenas de mulheres, na sua maioria pobres e negras, em decorrência do aborto clandestino e da falta de responsabilidade do Estado no atendimento adequado às mulheres que assim optarem. 74. Combater a violência contra as mulheres, com implementação da Lei Maria da Penha e fortalecimento do Pacto Nacional de Enfretamento à Violência contras as Mulheres; 75. Promover a acessibilidade para jovens com deficiência, no ambiente físico, na comunicação e na informação, nos transportes e em políticas de ação afirmativa e de superação da pobreza, no âmbito da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU em 13 de dezembro de 2006, ratificada pelo Brasil e alçada à categoria de emenda constitucional; 76. Garantir aos e às jovens com deficiência igual e efetiva proteção legal contra a discriminação. 77. Assegurar o cumprimento do Decreto de Acessibilidade (Decreto nº 5.296/2004), que garante a acessibilidade pela adequação das vias e passeios públicos, semáforos, mobiliários, habitações, espaços de lazer, transportes, prédios públicos, inclusive instituições de ensino, e outros itens de uso individual e coletivo. Democratizar os meios de comunicação e promover a inclusão digital 78. Garantir a implementação das propostas aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação – CONFECOM, realizada em 2009; 79. Implantar novo marco regulatório para o Sistema de Comunicação no Brasil, com ênfase no interesse público e na garantia de direitos humanos, para acesso, produção e meios de distribuição de conteúdo: a. Estabelecer critérios democráticos e transparentes para concessões, renovações e financiamento, e maior agilidade nos processos; b. Garantir mecanismos de fiscalização, com controle público e participação popular, em todos os processos de outorgas; c. Universalizar o uso da banda larga – transformando-a em serviço prestado em regime público com o uso do FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação); d. Implantar políticas de inclusão digital e de acessibilidade; e. Fortalecer o sistema público; f. Incentivar as rádios e TVs comunitárias e a produção independente; g. Criar o Conselho de Comunicação Social vinculado ao Executivo, para que tenha caráter deliberativo e autonomia em todos os âmbitos do Estado; h. Formular uma Lei de Imprensa que normatize o setor, com espaço ao contraditório e direito de resposta como instrumento democrático; 80. Abertura de salas de cinema e de produção multimídia descentralizadas gratuitas; 81. Proibir o “jabá” e implementar políticas de apoio à música livre e às rádios comunitárias; Estado democrático com caráter público e participação ativa da sociedade 82. Implementar o PNDH – 3 – Programa Nacional de Direitos Humanos, garantindo políticas públicas efetivamente includentes, com equidade e respeito à diversidade; 83. Instituir o Orçamento Participativo Federal como política de governo para que a população decida as prioridades orçamentárias; 84. Ampliar o controle social sobre o Estado, com a institucionalização das Conferências Nacionais e ampliação da capacidade de formulação e deliberação dos diversos conselhos sobre as políticas de governo; 85. Regulamentar o Art. 14 da Constituição Federal, que trata de plebiscitos e referendos, garantindo o poder do povo de decidir sobre questões de interesse nacional; 86. Efetuar reforma política democrática, com participação popular e parlamento eleito sob regras mais democráticas, com financiamento público – recursos igualmente divididos entre homens e mulheres -, fidelidade partidária, fim do caráter revisor do Senado e com enfrentamento do poder econômico privado nas eleições;
Assinam as seguintes redes, fóruns e entidades: CUT – Central Única dos Trabalhadores UNE – União Nacional dos Estudantes MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra PJ – Pastoral da Juventude do Brasil MMM – Marcha Mundial das Mulheres UBES – União Brasileira de Estudantes Secundaristas MPB – Movimento Música Para Baixar Fonajuves - Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis Rede Sou de Atitude Fórum Estadual de Juventude do Rio de Janeiro Movimento Hip Hop Organizado - MH²O MNU – Movimento Negro Unificado
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